Leia mais

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Piratas

Um grupo de piratas somalis sequestrou nesta terça-feira um iate no oceano Índico que levava um casal britânico. Eles disseram que o casal está bem e exigem resgate para libertá-lo.

Continue lendo...

"O casal britânico está em nossas mãos agora. Nós os capturamos enquanto faziam um tour no oceano Índico", disse um pirata Hassan, citado pela agência de notícias Reuters.
O casal britânico estava navegando de Seychelles até a Tanzânia, no leste da África, quando foram sequestrados. A última mensagem postada pelo casal em seu blog, na madrugada de sexta-feira (23), dizia: "Por favor, ligue para Sara". Não há comunicação com o iate de 38 pés Lynn Rival desde então.
Uma fonte do governo das ilhas Seychelles afirmou que um sinal de emergência foi capturado pela Guarda Costeira britânica depois que o casal Paul e Rachel Chandler chegaram às águas onde os ataques piratas costumam acontecer.
Fontes marítimas não conseguem confirmar a localização do iate. Marinheiros em um fórum especializado na Internet disseram que o sinal de alerta foi capturado na madrugada desta sexta-feira e que o navio estava a 111 km a oeste de Victoria, capital de Seychelles.
"Nós estamos em contato com a família no Reino Unido e a Guarda Costeira de Seychelles que continua a monitorar a situação conduziu uma busca na área", disse Matthew Forbes, alto comissário britânico para as ilhas Seychelles.
Os piratas são responsáveis pela captura de dezenas de navios cargueiros e pesqueiros nas águas do golfo de Áden, uma das principais rotas marítimas comerciais. Navios de vários países tentam vigiar as águas da região e evitar os ataques, mas os grupos de piratas começaram a buscar navios mais longe das costas.
Os piratas costumam usar "navios mãe" para navegar centenas de milhas para dentro do mar e, de lá, lançam ataques às embarcações com barcos menores e armamento pesado. Eles ganharam milhões de dólares em resgates nos últimos anos, uma fonte de renda atrativa na Somália, um país que vive sem governo efetivo desde 1991.
O Escritório Marítimo Internacional (IMB, em inglês) divulgou recentemente relatório no qual aponta que os ataques de piratas a navios no mundo todo aumentaram em relação ao ano passado e chegaram a 306 nos primeiros nove meses de 2009, graças aos ataques mais frequentes no golfo de Áden e na costa da Somália, país que sofre com a falta de um governo efetivo e um resistente movimento rebelde.
Em um relatório divulgado em Kuala Lumpur, a representação da agência marítima da ONU (Organização das Nações Unidas) indicou que o número de ataques inclui os cem ocorridos em águas do golfo de Áden e os 47 registrados em frente à costa da Somália.
No mesmo período de 2008, a agência marítima contabilizou 293 ataques --dos quais 51 foram a navios que navegavam em águas do golfo e 12 que estavam no litoral somali.
Os ataques de piratas deste ano foram também mais violentos e um maior número deles --de 76 em 2008 para 176 em 2009-- envolveu armas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Altamira

Mais seis horas de estrada e volto a Altamira. Desta vez conseguimos um ônibus grande, terrivelmente velho e sujo, mas com ar-condicionado, espaço e janelas lacradas. Chegando, depois de rápida ida ao hotel para largar as malas, ganho as ruas da cidade para, gentilmente, conhecê-la. Uma primeira parada na agência e descubro a história contada e jurada por todos: nascida sob a proteção de antiqüíssimo quartel do exército, que fica no cume de um morro próximo, Altamira deveria seu nome à mira alta que os soldados dispunham – alta mira! Se é verdade, não sei. Mas é tão jurada por todos que já passou a ser.